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domingo, 9 de outubro de 2011

O que aprender com o pôr do sol?

Joaquim Luiz Nogueira

Quando o brilho de um indivíduo alcança o poder para avançar entre as diversidades é porque sua luz conta com o apoio de muitos outros que o observam. Neste sentido, para rompermos com certas ideias arraigadas na sociedade, temos que lutar contra a lei do menor esforço, inata no ser humano.

Muitas vezes somos como o pôr do sol, lutamos encobertos por desânimo, cansaço e sem ver novidades no horizonte. Mas enquanto outros já perderam totalmente a vontade de lutar, mostramos entusiasmo e buscamos iluminar, pois já estamos pensando no dia seguinte.

E como o sol, procuramos apontar a direção em meio a tantas dificuldades, sorrimos com a graça que ainda não chegou, trabalhamos com aqueles que não reconhecem o que fazemos, sonhamos com o impossível. Toda a força que temos, vem da possibilidade de um novo dia, e esse, poderá acordar aqueles que já se sentem derrotados antes do dia acabar.

domingo, 2 de outubro de 2011

A escola e os líderes do futuro




De acordo com uma matéria da Folha de São Paulo, Domingo, 2 de Outubro de 2011, caderno F p.6 , cujo título era “Desafios para os líderes do futuro” mostra algumas exigências desse futuro líder, vejamos uma adaptação desse perfil para a educação:

Motivador – oferecer-se como exemplo na resolução de conflitos;

Estratégico – ter conhecimentos para apontar saídas;

Participativo – conhecedor da prática;

Carismático – estar disposto ajudar outros;

Integro – trabalhar com princípios éticos;

Organizador – manter o ambiente saudável;

Pensar de maneira conceituada;

Incentivar decisões horizontais;

Compreender diferenças culturais;

Saber lidar com equipes heterogêneas;

Flexibilizar regras e definir espaço de trabalho;

Disseminar os valores da escola;

Personalizar trato com alunos, famílias, funcionários e colegas de trabalho;

Apoiar inovações positivas;

Estar aberto às novas ideias;

Integrar-se aos projetos da escola com entusiasmo;


sábado, 1 de outubro de 2011

São Lourenço Cianorte Pr





Prof. Joaquim Luiz Nogueira
Saudades de uma região que deixei em 1985 em busca de sonhos e mesmo depois de 25 anos, sempre que posso, visito essa pequena cidade, pois no início dos anos 80, tive oportunidade de jogar futebol e participar de muitas festas religiosas que aconteciam nesta localidade.

Em São Lourenço consegui terminar meus estudos até a 8ªsérie em curso noturno, cujo percurso de 10 Quilômetros entre Alto Benjamin Constant e o Ginásio de São Lourenço era feito por ônibus, que passava todos os dias letivos por volta das 17:30 na estrada que dava acesso ao nosso sítio.

Outras notícias
http://gestaodosucesso.blogspot.com/2010/09/alto-benjamin-constant-cianorte-pr.html
Leia mais sobre São Lourenço no link abaixo:


No final dos anos 70, neste local funcionava o ginásio de 5ª série até 8ª série, antes da construção do novo Prédio abaixo. (foto de 2014)


Abaixo - Igreja de Alto Benjamim 

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sábado, 27 de agosto de 2011

Filosofia do filme Mundo Surreal


Joaquim Luiz Nogueira

 Algumas frases de impacto:

“Para sobreviver, o primeiro passo é lutar”
“Quem não luta por qualquer coisa, cai por qualquer coisa”
“As palavras pouco valem se não são acompanhadas de ações”
“ A vida tem um sabor que os abrigados jamais conhecerão”

Outras interrogações:

O mistério da história de quem será este? De quem puxa a cortina? Quem escolhe nossos passos na dança? Quem nos faz enlouquecer? E quem nos pune e nos dá vitória quando sobrevivemos ao impossível? Quem é que faz todas essas coisa? Quem honra aqueles que amamos com a vida que levamos? Quem manda monstros para nos matar e, ao mesmo tempo, diz que não vamos morrer? Quem nos ensina o que é autêntico e a rir de mentiras? Quem decide porque vivemos e o que morremos defendendo? Quem nos acorrenta? E quem guarda a chave que pode nos libertar?

 Conclui o filme:
É você.
Você tem todas as armas de que precisa.
Agora lute!

O filme tenta trabalhar algo como a fuga da realidade, isto é, mecanismo usado por todos os seres humanos diante da luta pela sobrevivência. Dessa maneira, as heroínas passam a usar a imaginação para fugirem da realidade e num mundo idealizado, elas tornam-se poderosas, vencendo várias batalhas, enquanto seus corpos suportam uma realidade sem saída.

O interessante está no desenvolvimento do filme, quando as heroínas começam a perder as batalhas na imaginação, também  fracassa as missões no mundo surreal, isso significa derrotas no mundo real. Aquilo que a imaginação não encontra solução resulta em desastres no mundo real.

O filme termina com uma sobrevivente e muitas questões sem respostas, mas valoriza muito o trabalho em equipe e a honra, junto as pessoas que amamos. E deixa evidente durante o filme, principalmente, na última cena, a confiança de que em momentos de grande sufoco, temos anjos da guarda, estes  surgem para nos defender e apontar caminhos, ou seja, a voz da imaginação materializou-se no motorista do ônibus e termina o filme.

Mais sobre o Autor 
www.autoresfree.com.br 

domingo, 14 de agosto de 2011

A lacuna na Lei do Menor e Adolescente no Brasil

· Joaquim Luiz Nogueira

O caso das meninas que praticam furtos na Vila Mariana em São Paulo e que ocupou a atenção da mídia nos últimos dias, mostra uma parte daquilo que os professores enfrentam diariamente dentro da escola. Crianças sem limites e pais ausentes, que a cada ano, graças às lacunas da Lei do Menor e do Adolescente se multiplicam nas salas de aulas em escolas públicas.
Gestos como esse da fotografia acima, acompanhado de palavrões, agressões e xingamentos diversos, tornaram-se um dos principais motivos para que os docentes não tenham nenhuma satisfação ao retornarem para as escolas após férias ou recessos, pois sabem, que na sala de aula estarão sujeitos a todo tipo de violência por parte de alunos como essa menina.
Na escola, os professores encaminham para a Direção, que liga para os pais ausentes e esses, não tem mais telefone, então, aciona a polícia militar, que ao encaminhar para delegacia mais próxima, é claro, juntamente com o Diretor da escola, ambos, policiais e gestor da escola perdem a manhã ou a tarde na espera de um membro do conselho tutelar.
Conclusão, o professor retirou da classe o menor agressivo e violento, o Diretor por sua vez, chamou a polícia que também tentou fazer seu trabalho, mas, o membro do Conselho Tutelar chegou para cumprir sua função no episódio, isto é, garantir os direitos da criança. E no outro dia, tudo recomeça novamente, pais ausentes não acompanham seus filhos, professores colocam os indisciplinados para fora da classe, o Diretor sem sucesso não consegue impor limites ao menor e novamente liga para polícia (…) É a operação enxuga gelo…
Enquanto, as lacunas que se iniciam nas famílias desestruturadas, prosseguem nas ausência de valores e nas falhas da Lei do Menor. Isto é, não forem observadas e preenchidas, a escola e a polícia continuarão apenas enxugando gelo, diante de uma geleira, que ao contrário da natureza, aumenta a cada ano sua expansão.

sábado, 13 de agosto de 2011

Uma leitura semiótica da obra de Kobra em Atenas

A evolução humana em milhares de anos nos ensinou que a luta pela sobrevivência jogou a espécie de hominídeos uns contra os outros a partir das primeiras invenções chamadas de ferramentas e sendo vitoriosas, as tribos munidas de armas como o machado de pedra, a lança de ossos e o fogo entre outras.

Nessa obra, o artista Eduardo Kobra, escolhe Atenas para criar o mural denominado “Evolução Desumana”. Trata-se de uma sobreposição de imagens, cujo início começa sugestionando que o homem evoluiu de certo tipo de macaco, que ao longo do tempo se levanta graças ao poder de algumas ferramentas que os dois últimos seguram em suas mãos.

E ao sobrepor com a imagem seguinte, um soldado moderno, numa posição semelhante aquele que leva o fogo, também leva uma arma que lhe obriga segurá-la com as duas mãos. E numa sequência, a cena se quebra pelo clarão das chamas e vários homens tentam fugir das labaredas carregando suas ferramentas poderosas.

E a imagem termina com esses soldados fugindo, mas na trilha de fuga, aparece novamente um símio e seu filhote, que posicionados numa superfície de rocha, ignoram todo o perigo. Os homens armados correm da morte, enquanto os animais parecem não perceber ou simplesmente, viram suas costas, cruzam os braços e olham para a terra, esperando que algo aconteça.

O fogo que significou um dos maiores avanços tecnológicos do homem primitivo, que lhe permitia andar de cabeça erguida, enquanto lhe sobrava uma mão para fazer outras atividades, foi substituída na fase seguinte por uma arma que lhe ocupava suas duas mãos e lhe obrigava a olhar apenas para ela. Essa ferramenta cegou o homem pelo seu poder destrutivo, cujo resultado final segundo a sequência de imagem, será o fim de todos.

Talvez, os símios colocados no final da imagem estejam nos comunicando que não evoluímos muito como seres humanos, mas, as ferramentas, essas sim, passaram a ditar os rumos de uma luta desumana, que mesmo sob ameaças de destruição total, não abrimos mãos de seu poder.

sábado, 6 de agosto de 2011

A sabedoria da mamona

Em um cacho de mamona encontramos na parte central os melhores frutos, e esses, se posicionam estrategicamente, de modo que, outras, ainda na infância, se prolongam para o alto na tentativa de proteger do sol forte, aquelas que representam a qualidade da espécie.

Na parte inferior do cacho, a nova geração ainda em flor atrai a atenção dos insetos e pragas, desviando a atenção para que as sementes do meio tenham condições de viver com qualidade.

Com o passar do tempo, essas sementes que foram protegidas e respeitadas, são também as primeiras que estouram no cacho, mostram o valor de um trabalho com foco, pois sabem que a colheita só virá após a iniciativa de algumas pioneiras, que se lançam bravamente rumo ao incerto, e essas, garantem a existência das futuras gerações.

Concluindo, as decisões no cacho de mamona são tomadas por aquelas sementes adultas e as mais velhas, as mais novas tem como missão proteger e contribuir para o sucesso daquelas que significam a razão de suas existências. E para que isso aconteça, algumas sementes, logo na infância, parecem que nascem sem futuro no cacho.

domingo, 24 de julho de 2011

Caminhada contemplativa de domingo

Imagens inesquecíveis a margem das ruas
Pinheiros do Sul me aguardam logo adiante...
Um pequeno riacho me lembra a infância ...
Flores silvestre nas margens da caminhada
Um lago cercado pelo verde me lembra as lagoas e as pescarias ....
Cipós recobrem árvores e decoram seus galhos..
O canto de pássaros como o tico-tico anima a caminhada ...
O cheiro de folhas secas ao chão, principalmente de eucaliptos, garantem certa sintonia com a paz que sentimos nesse tipo de caminhada, que após uma hora circulando essa área de manancial próxima de minha casa, renovei meu espírito....

sábado, 23 de julho de 2011

Nossa Senhora do Crack

Prof. Joaquim Luiz Nogueira

Costumo dizer a meus amigos que os artistas são pessoas especiais, que segundo a filosofia oriental, são capazes de “ver mil leões dourados em um fio de cabelo”, nesse sentido, o Sr. Zarella Neto, autor dessa obra merece elogios pela iniciativa, pois a situação das drogas nesse país encontra-se no limite do bom senso dos cidadãos.

E como dizia minha grande amiga “Dona Penha” para esses assuntos sem soluções previstas e espinhosos “ Era só por Deus”. Assim, acredito que a presença dessa imagem, também buscará a mediação divina para os usuários, cujos nossos parlamentares resolveram abrir mão de suas responsabilidades, quando disseram que “ser usuário de drogas não é crime”.
Abolir os usuários de drogas de crime pelo consumo, parece ser uma saída viável economicamente pelo poder público, mas, sabemos que no estado delirante de um usuário, ele é capaz de matar até a si próprio, familiares ou qualquer cidadão que esteja atravessando em seu caminho em direção a droga. Talvez, os usuários que se juntem nessa região para o consumo, recebam a graça de Nossa Senhora, que nesse momento de desespero da sociedade, que não tem mais a quem recorrer para pedir ajuda contra esse mal que se inicia dentro dos lares, nas escolas e depois de expulsos das casas e das escolas, as ruas tornam se o lar desses seres humanos esquecidos pelo poder público, transformados em viajantes de uma ilusão vazia e sem sentido. Só resta acreditar em milagres.......

Veja matéria na folha
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/948761-artista-instala-imagem-de-nossa-senhora-do-crack-em-sao-paulo.shtml

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Botucatu e os ipês

As maravilhas da natureza, todos os anos florescem na cidade de Botucatu sp. 








Encantadores, não há quem passe por eles sem olhar para o alto, depois para o chão, assim, perplexos por tamanha beleza, questionam o fato destas imagens que quebram o caos urbano e apontam para o azul infinito do céu.
Durante a maior parte do ano essas árvores botucatuenses denominadas como ipês, permanecem despercebidas na paisagem urbana, mas nesse período, tornam-se ícones que fazem os carros e os pedestres pararem diante de sua presença. É o milagre da vida, folhas e galhos que se preparam durante um longo período , enfrentaram chuvas, seca e frio, mas nunca deixaram de acreditar que poderiam realizar esse espetáculo.
Pois sabiam que essa beleza, mesmo que fosse por um curto período de tempo, seria suficiente para fazer as pessoas darem uma pausa em suas rotinas e mesmo por alguns instantes, são capazes de admirarem e sonharem ao sabor sublime de suas cores.
Numa paisagem urbana cada vez mais mecanizada e automatizada, a natureza nos lembra do potencial magnifico que também somos dotados, sem o qual, não teríamos coragem para enfrentarmos nossas rotinas, trabalhamos e lutamos olhando para a beleza daquilo que acreditamos. E quanto maior nossa confiança em momentos felizes, melhores seremos e maior será a admiração por essas árvores e pelo milagre que representa nossas vidas.