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domingo, 30 de maio de 2010

Pedagogia de resultados

Para ensinar em salas com 35 a 40 alunos, com idades entre 11 e 16 anos, temos de preparar aulas que sejam criativas para que todos possam acompanhar o conteúdo. Nesse sentido, o que vemos é uma corrida em busca de resultados, competição essa, que obriga os mestres e pedagogos a usarem a inventividade na busca dos resultados mínimos. Vejamos algumas providências nos dias de hoje:

- Chamar o Diretor ou coordenador pedagógico para ficar na sala de aula enquanto o professor explica a matéria.
- Convidar a mãe ou pai para assistir aulas junto com o aluno, também costuma funcionar.
- Comprar bastante balas e chocolates para premiar os alunos que participarem das aulas.
- Oferecer prêmio em dinheiro para os melhores colocados em provas de avaliações externas.
- Prometer festas e excursões para as melhores salas.
- Mandar um aluno passar a matéria na lousa enquanto o professor vigia de perto os outros alunos.
- Colocar câmeras de vídeo nas classes e ameaçar os mesmos com as imagens gravadas.
- Negociar com os alunos o tempo do professor e o tempo que eles podem ficar à vontade na classe.
- Considerar o aluno como satisfatório porque ele copiou a matéria da lousa e não ofendeu o professor durante as aulas;
- Se a garganta ainda suportar, gritar alto, fazer cara feia, esbravejar, talvez funcione.
- Convocar o conselho de escola e expulsar compulsoriamente para escola vizinha.

domingo, 16 de maio de 2010

O Fim do Caderno Mais

Joaquim Luiz Nogueira

Os Domingos para muitos leitores da Folha, assim como esse humilde assinante e voraz leitor, ficou mais obscurecido com a notícia de que esse foi o último dia do Caderno Mais, pois foi em suas páginas, que ao longo dos últimos dez anos, tive o prazer de encontrar novas teorias, conhecer grandes pensadores e tomar consciência das polêmicas sob o olhar de vários convidados que comentavam o tema.
Segundo a própria Folha, o Caderno será substituído por um outro chamado Ilustríssimo, ou seja, uma reforma editorial que possa dar mais brilho aos leitores, já que o Caderno Mais nos últimos anos vinha perdendo páginas aos poucos. É lamentável que os grandes nomes que escreveram no Caderno Mais, foram também lentamente desaparecendo, talvez, suas ideias se tornaram estranhas ao jornal ou não sei porque razão não vimos mais nos últimos anos a busca por novos teóricos.

domingo, 4 de abril de 2010

Porque temos a sensação de que em sala de aula estamos voltando no tempo

Joaquim Luiz Nogueira

Ao tentarmos interpretar os corpos textuais de nossos alunos, mergulhamos no oceano primordial humano. Nesse universo nos deparamos com estados de ondulações oscilantes, ou seja, partículas em movimentos que fluem numa multiplicidade de desejos.

E como nos são familiares certas cenas que presenciamos em classe, temos a sensação de que já vimos, pois afirmamos com base em variantes de tais comportamentos já vividos. É como se voltássemos no tempo. Desse modo, as nossas ações também são semelhantes aquelas do passado e nos colocamos a frente dos alunos, citando exemplos de como poderia terminar cada atitude que fora condenada em outras épocas.

Mas, os alunos sempre nos surpreendem a todo instante, representam um desacordo a sua realidade familiar e. ao mesmo tempo, vão além de suas aparências diretas. Eles estão nas ondulações que pregam que tudo é possível e de forma simultânea, também expressam nos comportamentos os diferentes desejos que cruzam suas mentes.

No entanto, temos o encontro daqueles que buscam formar cidadãos conscientes de seus deveres e de outro lado, gerações mergulhadas nas multiplicidades oscilantes de opções. Teoricamente, desse choque de interesses despontam abordagens como aquelas que pregam o “dançar conforme a música”, e assim, podemos seguir todos juntos para o “jardim das delícias” imaginado pelos alunos.

E sabemos que outra saída possível seria um ambiente de ensino, que diferente daquele que encontramos hoje, possa incluir diferentes pontos de vista, fundamentados na realidade e que possam substituir as versões padronizadas.

sábado, 27 de março de 2010

Cursos online

Como obter sucesso em contextos sociais diferentes

http://www.buzzero.com/procura.aspx?txtSearch=como+obter+sucesso

As decisões dependem da forma como as situações são vistas, sentidas e interpretadas. As soluções buscadas têm sentido na mente e todas as ações procuram dar amparo às decisões automaticamente. As respostas são dadas de acordo com o movimento ou a leitura que se faz do espaço. Leituras de contextos sociais, construções de imagens pessoais e organização de ambientes favoráveis ao sucesso são alguns dos temas abordados por Joaquim Luiz Nogueira. O autor oferece exemplos de como agir a partir de situações cotidianas. A diferença entre uma pessoa e outra em relação às suas ações pode estar na capacidade de controlar os impulsos irracionais, presentes no inconsciente de todos nós.

Como as experiências vividas, imaginadas e sonhadas podem favorecer o sucesso profissional

http://www.buzzero.com/procura.aspx?txtSearch=como+obter+sucesso

Esse curso trabalha com as experiências que acumulamos ao longo de nossa trajetória, isto é, buscamos uma compreensão para nossas atitudes e ao mesmo tempo, as possibilidades para mudanças em nossas trajetórias a partir de um diálogo com aquilo que nos rodeiam. Nosso objetivo é capacitar as pessoas para que possam melhorar em suas profissões ou nas mudanças cotidianas. Desse modo, trabalharemos com textos simples e com uma linguagem própria para exemplificar momentos ou acontecimentos que podem servir como inicio de uma transformação em nossas ações.

domingo, 7 de março de 2010

Vamos discutir os interesses, competências e habilidades

Joaquim Luiz Nogueira

De um lado, os especialistas, representados por nossos amigos mergulhões e de outro lado, convidamos os carcarás para honrar o ponto de vista dos oportunistas. E como problema de discussão entre ambos está o apontamento de soluções para uma casa de pequenas abelhinhas que também participa do território de ambos e que em alguns momentos do dia, fica insuportável a convivência deles no ambiente.

Os especialistas, como seres que aprenderam a sobreviver em mais que um ambiente, logo de início soltam o provérbio árabe: "Todas as coisas nascem pequenas e depois crescem, exceto a desgraça: nasce enorme e depois decresce." Portanto, nesse momento temos que planejar em longo prazo.

Os oportunistas não deixam por menos e logo retrucam com outro provérbio inglês para exemplificar a problemática: "Se tens de ensinar matemática a João, o teu primeiro dever é conhecer João." Então, a situação deve começar com a observação do ambiente.

Ambos concordam que à noite as abelhinhas não atacam, o problema é quando saem de casa. Elas querem defender somente o desejo de se divertir e quando são contrariadas ficam agressivas.

Desse modo, para os especialistas, o espaço deve acrescentar mais atividades divertidas, alegres e prazerosas, mesmo que isso faça com que outros sofram. E para consolidar essa ideia citam Aristóteles “A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces”.

Isso mesmo! E acrescentam os oportunistas, vejam a nossa estratégia para lidar com problemas, observamos de longe, depois traçamos uma tática de ação. O importante é a defesa de nosso interesse e citam Montesquieu: “Para obter êxito no mundo temos de parecer loucos, mas sermos espertos”.

No entanto, reclamam os oportunistas, a problemática aqui levantada nessa reunião só está sendo discutida porque vocês especialistas ficam sempre procurando ver o mundo de um único ponto de vista e para concluir citamos Morgan: “O problema dos especialistas é que eles tendem a pensar sempre nas mesmas coisas”.



domingo, 21 de fevereiro de 2010

Saiba como obter sucesso em contextos sociais diferentes

As decisões dependem da forma como as situações são vistas, sentidas e interpretadas. As soluções buscadas têm sentido na mente e todas as ações procuram dar amparo às decisões automaticamente. As respostas são dadas de acordo com o movimento ou a leitura que se faz do espaço. Leituras de contextos sociais, construções de imagens pessoais e organização de ambientes favoráveis ao sucesso são alguns dos temas abordados por Joaquim Luiz Nogueira. O autor oferece exemplos de como agir a partir de situações cotidianas. A diferença entre uma pessoa e outra em relação às suas ações pode estar na capacidade de controlar os impulsos irracionais, presentes no inconsciente de todos nós.

como adquirir o livro
http://www.bookstoplivraria.com.br/index.php?menu=pesquisa_detalhes&produtos=55459189

ou

http://www.editorabarauna.com.br/index.php?apg=cat&npr=133

http://josepedretti.blogspot.com/

http://josepedretti.blogspot.com/

A idéia é divulgar novas experiências de aprendizagem ou mesmo, trocar soluções entre educadores. A tecnologia permite a troca de informações entre diferentes culturas. Essa é a idéia também do site:
http://www.josepedretti.com.br/




segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Novas imagens na mídia



Livro Saiba como obter sucesso em contexto sociais diferentes
Fonte das Fotos - Delfiol
Jornal diário da Serra
Domingo Segunda - Feira 7 e 8 de Fevereiro de 2010
www.enza.com.br
Enza Grotteria Denadai

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O sacrifício do mestre

Joaquim Luiz Nogueira

De acordo com Edgar Morin* “o sacrifício é o mais arcaico, o mais disseminado, o mais enraizado, o mais revelador dos comportamentos(...)”. Sendo assim, podemos observar que alguns mestres que conhecemos ainda praticam a versão dessa renúncia voluntária conhecida como “o sacrifício do inocente”. Vejamos:

O bom mestre é exemplo e para isso às vezes trabalha bem mais horas do que reza seu contrato. É comum abrir mão de suas folgas, férias ou parte delas para fazer curso de férias, corrigir provas e trabalhos, pesquisar e preparar aulas. Assim como, compram livros, assinam jornais, TV a cabo, internet e outros meios para melhor ensinar, mas todos esses gastos são retirados de seu honrado vencimento.

Desse modo, o sacrifício do mestre buscará inspirar seus alunos com sua dedicação, esforço e sofrimento, já que segundo Morin, “o sacrifício também oferece respostas às nossas angústias e incertezas, pois o sacrifício de si deve salvar os outros”.

Quantos mestres assim você conhece?

* Edgar Morin . O método 5: a humanidade da humanidade. Editora Sulina.

domingo, 24 de janeiro de 2010

A estrada do tempo

Joaquim Luiz Nogueira

Em minhas férias de uma semana, aproveitei para andar em uma estrada de minha infância e então recordei a frase de Heráclito (historiador grego) que dizia: “ não se entra duas vezes no mesmo rio”. Assim, pisar nessa estrada nos dias de hoje, significa o caminho que me leva ao passado.
Nesse momento me veio a frase de Nietzsche (pensador alemão) que afirmava: “ o passado histórico é uma enfermidade de que padecemos”. Mas a cada passo dado, a vida respondia com grandes revoadas de pássaros que lotavam as árvores nas margens e que logo depois retornavam para continuarem suas buscas de alimentos nas areias. Nesse sentido, pareciam que me comunicavam que passado, presente e futuro são partes de uma mesma realidade.

Desse modo, posso pressupor que em minha mente todas essas fases estão em unidades e que de acordo com Leibniz, as vezes “recuamos para saltar ainda mais alto” em nossa caminhada. Embora tenhamos que andar em diferentes estradas, nossas pegadas escrevem na memória as impressões que simbolizam em imagens, sons e sabores, a construção de nosso aqui e agora.