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domingo, 13 de março de 2011
A crise da ideia de progresso linear

domingo, 20 de fevereiro de 2011
Educar na diversidade é como buscar uma luz na escuridão

Joaquim Luiz Nogueira
Ernst Cassirer nos fala em seu livro Ensaio Sobre o Homem que “(...) a arte nos dá a ordem na apreensão das aparências visíveis, tangíveis e audíveis” (pg.274). Nesse sentido, quando nos deparamos no início do ano com uma sala lotada de alunos, a aparência imediata procura encontrar nas perspectivas do professor(a) algo que correspondam ao seu ideal de discente, mais logo descobre que está frente a uma enorme diversidade:
- Tem alunos retidos do ano anterior desmotivado;
- Alunos com idade muito superior a série/ano em que se encontra;
- Aluno que acabou de chegar da Fundação Casa;
- Aluno que após vários anos na escola ainda não domina a escrita e a leitura;
- Aluno de inclusão que necessita de convivência e socialização;
- Adolescente com cabelo de jogador de futebol famoso mostrando seu estilo;
- Aluna com mini-shorts que aproveita para desfilar na sala de aula;
- Alunos na idade certa e com esperança de um dia fazer curso superior;
Numa segunda aula, o professor(a) ainda em estado de choque começa a planejar maneiras de trabalhar e depois faz cara de sério, fecha os lábios e fica olhando a sala até todos notar sua presença e passa suas primeiras comandas:
- Vou passar lição na lousa e todos devem copiar;
- Se conversarem muito alto, não tenho como escrever na lousa;
- Se continuarem a ofender um ao outro vou mandar-se retirar da sala;
- Se jogarem papelzinho um no outro, terá que pegar e jogar no lixo;
- Se ficarem arrastando a carteira o ruído irá atrapalhar a classe que estuda abaixo;
- Não saiam da sala sem a permissão do professor(a) para não atrapalhar;
E finalmente vamos refletir com a seguinte afirmação de Cassirrer “Para o artista, todas essas relações empíricas, todas essas comparações com outros fatos e toda essa pesquisa das relações causais não existem” . Assim, prosseguimos em outras aulas, afinal, somos artistas.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Uma Matéria interessante sobre o corpo feminino
DISSERTAÇÕES DE MESTRADO: ANOTAÇÕES DE UMA PESQUISA
BIBLIOGRÁFICA
Excelente matéria sobre o universo feminino
http://seer.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/2776/2512
Veja um trecho da matéria
No contexto destas dezoito produções acadêmicas de dissertação de mestrado,
destacamos em relação aos autores dessas obras, que somente uma dessas pesquisas foi escrita por um mestrando homem: Joaquim Luiz Nogueira (2008), com a dissertação em
Comunicação e Semiótica intitulada A construção do corpo feminino na revista O Cruzeiro.
Este autor utilizou-se das capas da revista O Cruzeiro para compreender a valorização na construção do corpo feminino entre 1928 a 1940. Encontramos uma mulher brasileira
constituída de traços da Europa e do EUA, em um movimento de modernização que o país estava vivendo.
João Guilherme Rodrigues MENDONÇA1
Doutorando em Educação Escolar. UNESP – Universidade Estadual Paulista. Faculdade de Ciências e Letras –
Pós-Graduação em Educação Escolar - NUSEX - Núcleo de Estudos da Sexualidade. Araraquara – SP – Brasil.
14.800-901. UNIR – Universidade Federal de Rondônia. Departamento de Educação. Porto Velho – RO – Brasil.
78900-000 – jgrmendonca@bol.com.br
Paulo Rennes Marçal RIBEIRO2
2 UNESP – Universidade Estadual Paulista. Faculdade de Ciências e Letras – Departamento de Psicologia da
Educação - Pós-Graduação em Educação Escolar - NUSEX - Núcleo de Estudos da Sexualidade. Araraquara –
SP – Brasil. 14.800-901 – paulorennes@terra.com.br
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Saiba como as experiências favorecem o sucesso profissional
A experiência como incorporação de leituras do aqui e agora, mesclada a experimentos passados, forma combinações interpretativas e códigos potenciais que são responsáveis pela construção de nossos relacionamentos atuais. Portanto, podemos a firmar que certos elementos, como a aparência, podem ser modificados de acordo com o momento que temos de enfrentar. Desse modo, desenvolvemos diversas máscaras para que elas nos representem em cada situação já conhecida por nossa experiência. Selecionamos as experiências mais significativas, aquelas que nos transportam para mundos ideais, sonhos e sentimentos de felicidade. Esses momentos encantadores, uma vez acumulados em nossa memória, interagem com o contexto externo na busca de edificações concretas, que façam paralelos aos exemplos imaginários. Nesse sentido, criamos as fontes mágicas surgidas em virtude de certas proximidades dos sonhos almejados. Nessas assimilações, nutrimos nossos objetivos e metas. Produções de mecanismos favoráveis na trajetória pessoal, papel das fantasias em nossas ações, preferências e releituras da própria trajetória rumo a êxitos individuais são alguns dos temas abordados por Joaquim Luiz Nogueira. O autor busca elementos para que os leitores possam reconhecer, nas suas experiências, etapas significativas e ações orientadoras.domingo, 16 de janeiro de 2011
A Piada do galo: uma jornada a um mundo distante
Alguns nos diriam que necessitamos de respostas para enfrentarmos certas emboscadas que os sonhos nos conduziram. Outros nos dizem simplesmente que olhamos para outros lugares apenas para esquecer de nosso verdadeiro destino.Em minha caminhada nesse mundo distante, ouvi a seguinte piada de um caboclo, que narrava uma dada situação que vivenciou em seu pequeno sítio como algo que fazia os demais retirantes rirem muito do fato. Dizia ele:
_ Estava eu cuidando do meu pequeno pasto, quando um enorme gavião em um voo rasante deixou as aves menores e rumou em direção do próprio galo;
_ Então, eu parei de trabalhar e fiquei observando aquela tamanha façanha do gavião;
_ Foi quando vi que o galo saltou de lado e gritou para o gavião muito surpreso:
_Tá louco! Você tá doido! Tá doido!
Portanto, percebi que aqueles caboclos, assim como muitos de nós estamos na situação do galo, pois estamos enfrentando situações tão inéditas, que só podemos responder com o grito do galo:
_ Tá louco! Você tá doido! Tá doido!
sábado, 25 de dezembro de 2010
Os pescadores de fim de ano
Agradeço a parceria e a amizade do meu amigo João e do Marcelo, que participaram desta aventura inédita.... Agradeço a hospitalidade e o companheirismo do grande parceiro de pescaria Manoel, que nos guiou rumo a Lagoa....
Uma lagoa inesquecível, para aventureiros que gostam de uma pescaria, acompanhada de muita natureza, conheça essa lagoa. 2010/2011No ano de 2010, João Delfiol Neto, Joaquim Luiz Nogueira, Manuel Luis Del Fiol e Marcelo Martins Del Fiol, estiveram no rio Ribeirão Branco, Nova Aliança MT, para uma grande pescaria.
Após longas horas de espera nas margens do rio, experimentamos um belo fim de tarde com a sinfonia de sapos e saracuras. O barulho das águas movimentava nosso olhar durante a noite, enquanto velhas histórias de aventuras eram contadas pelos pescadores.
A pescaria marcou o encontro de grandes amigos com a lembrança do passado. E os peixes? Não foram muitos, mais todos pegaram e assim esperamos outras aventuras.
domingo, 12 de dezembro de 2010
A Pedagogia e os sinais dos tempos



Professor morre esfaqueado por aluno em instituição particular de Belo Horizonte
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/842324-professor-morre-esfaqueado-por-aluno-em-instituicao-particular-de-belo-horizonte.shtml (acesso em 12/12/2010)
Professor é agredido por aluno em universidade na Zona Norte de SP
Vítima sofreu lesões no braço e no rosto e precisou ser levado a hospital.
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/12/professor-e-agredido-por-aluno-em-universidade-na-zona-norte-de-sp.html (acesso em 12/12/2010}
Professor é agredido por aluno dentro de escola em Itu (SP); estudante é suspenso
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/753286-professor-e-agredido-por-aluno-dentro-de-escola-em-itu-sp-estudante-e-suspenso.shtml (acesso em 12/12/2010)
Professor é agredido com soco por aluno adolescente em Constantina (RS)
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/840029-professor-e-agredido-com-soco-por-aluno-adolescente-em-constantina-rs.shtml (acesso em 12/12/2010)
Professor agredido por aluno
Um aluno, de 17 anos, agrediu um professor, de 30,
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=210E0DFF-C20F-457C-940F-1E2E740EF534&channelid=ED40E6C1-FF04-4FB3-A203-5B4BE438007E (acesso em 12/12/2010)
Professor agredido por tio de aluno à porta da escola
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1141989 (acesso em 12/12/2010)
Fontes:
domingo, 28 de novembro de 2010
Pedagogia do agricultor pobre e os professores
Joaquim Luiz Nogueira
sábado, 13 de novembro de 2010
Pedagogia dos cenários alternativos

sábado, 30 de outubro de 2010
A escola como uma pedra no caminho da criança
De acordo com Slavoj Zizek[1] , a consciência primeira de um ser humano foi produzida pelo processo evolutivo com a finalidade de favorecer a sobrevivência em relação a qualquer objeto que venha ameaçar o indivíduo. Nesse sentido, ouvimos constantemente dentro de uma escola:
- Não olhe para mim!
- Não me toque!
- Não vou fazer nada!
- Não obedeço ninguém!
São reações primárias de sobrevivência dos seres humanos, cuja finalidade é a sobrevivência. Se a consciência “surge como resultado de um encontro com o Real” (Zizek, 2006), a escola é a pedra no caminho das crianças, pois sua função é a de prepará-las para situações em que tudo pode dar errado.
Segundo Zizek, a consciência humana é algo que ocorreu de forma acidental no processo evolutivo, isto é, trata-se de um processo secundário para ajudar na sobrevivência de algo terrível que poderá acontecer. É nesse sentido que a escola também atua quando sua finalidade é:
- Preparar os alunos para o futuro;
- Cobrar normas de conduta das crianças;
- Ensinar novas palavras a partir da escrita;
- Educar para a não violência.
Desse modo, a função da escola está vinculada à construção de uma segunda consciência para sobrepôr-se a original, isto é, criar obstáculos diante dos adolescentes ou simular realidades que os mesmos só poderão encontrar no futuro. A ação da escola entra em confronto com a consciência primeira do ser humano, aquela destinada somente às regras evolutivas da sobrevivência.
[1] Slavoj Zizek e Glyn Daly. Arriscar o impossível. São Paulo, Martins Fontes, 2006