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sábado, 7 de setembro de 2013

Uma leitura semiótica das fachadas das igrejas de Botucatu

     A arquitetura das Igrejas da cidade de Botucatu, cujas construções pertencem em sua maioria a primeira metade do século XX. Trata-se de majestosas obras históricas e manifestam os pensamentos predominantes nas primeiras décadas da República no Brasil, que segundo Gilberto Freyre “... um período de crescente desvalorização, dentro da própria Igreja, das tradições brasileiras  de arquitetura e de arte eclesiásticas; e de exagerada valorização não só do gótico como de italianismos e francesismos (...) (FREYRE,p.598, 1959).
   E por falarmos no estilo gótico, a Igreja Presbiteriana de Botucatu, que de acordo com João Carlos Figueiroa e colaboradores, registraram no livro “Botucatu História de Uma Cidade” a informação de que se trata de um “Edifício construído em estilo gótico inglês, utilizando materiais muito em moda na ocasião (uma cobertura de massa chamada mica) (...) (revestimento – igreja preta).

     O estilo gótico encontra-se nos traços pontiagudos acima das janelas e portas cujo contraste com a forma quadrada da torre rompe-se com o percurso visual e joga o olhar do observador novamente para os detalhes arquitetônicos do edifício que mescla traços de colunas gregas e no centro da fachada, bem no alto, encontramos uma bíblia aberta. 


    Abaixo temos outra arquitetura interessante, e esta, denominada pelo livro “Botucatu História de Uma Cidade” como Igreja Presbiteriana Independente, cujo percurso visual contrasta em sua base a porta de entrada quadricular e acima três janelas com traços góticos. Ao final temos a torre no formato quadrado e uma mescla com desenhos góticos com pequenas pirâmides nos cantos do edifício e no ápice da torre, uma espécie de flor de lis, comum ao estilo arquitetônico gótico.




Ainda seguindo o estilo gótico da arquitetura das igrejas, temos a catedral da cidade, cujas torres podem ser observadas dos bairros. O percurso visual de sua fachada também tem início em uma porta central de forma quadricular, contrastando com o desenho gótico apontando para a rosácea central, que segundo o livro Símbolos Místicos  “significa amor ao círculo e as relações geométricas nas arquiteturas góticas, que desde o século XII, na qual a arte, a filosofia e a religião combinadas criaram algumas das arquiteturas mais dramáticas que já se viu”.(MALLON  p.248;2009 ).
       Após a rosácea central, os traços góticos finalizam no símbolo da cruz, tendo ao lado, as torres góticas que se elevam em direção do céu, e mais uma vez, duas cruzes finalizam o olhar do observador. 

 Logo abaixo, mais uma arquitetura que se destaca aos olhos do observador, cuja cruz no alto de sua torre, inicia o percurso visual apontando para o estilo gótico da arquitetura se contrastando com a interrupção do relógio, que corta o traço de forma brusca, mas harmonizada pelo círculo e o arco, ambos, presentes na construção e que apresenta em frente a rosácea a imagem de Nossa Senhora de Lourdes.
     Abaixo da imagem, situado no ápice do estilo gótico da arquitetura e entre simulações de colunas gregas, descem em direção a porta, onde uma gruta central, apresenta a imagem de Nossa Senhora de Lourdes e uma escada ao lado que  eleva o olhar para o céu novamente.


      E seguindo o roteiro dos estilos góticos da cidade, vamos a dois bairros, cujas igrejas, também  proporcionam uma leitura interessante. A primeira, assim como as anteriores se destaca pela torre elevada com o símbolo da cruz, que seguindo percurso visual, temos um traço arquitetônico com um semi-arco e nas extremidades anjos como sentinelas e no centro, o relógio passa a ideia de tempo.
      O tempo apontado pelo relógio nos conduz para as colunas em estilo grego que sustentam a torre, apresentando entre elas duas janelas em arco romano e abaixo, formas quadradas de uma porta cega, cujas extremidades se alargam para abrigar uma imagem sacra a cada lado. Três círculos com vitrais formam com a porta de entrada o símbolo da cruz, que parece convidar o observador a entrar na igreja pela estrutura da cruz, já que ao lado, duas portas cegas não permitem sua passagem.  



E agora, nossa viagem pelas igrejas de Botucatu, talvez aquela com uma torre mais baixa, mas mesmo assim, nos desperta por sua arquitetura com o mínimo de gótico na fachada, apenas na parte final da torre que se eleva com o símbolo da cruz, pois logo abaixo, duas janelas em arcos romanos criam um paralelo com a estrutura central, cujo arco e o círculo também sustentam a outra cruz.

   E ao lado do símbolo central, algumas formas, cujas semelhanças nos levam a pensar em elementos da natureza, que observadas da rua, parecem pequenas árvores de natal e uma terceira figura muito mais pontiaguda aponta para o céu e mais abaixo, a esquerda, o que poderia ser uma segunda torre, com uma enorme janela finalizada em arco e se separa por uma cruz de outra janela semelhante no lado direito e entre elas, abaixo da cruz ou entre dois braços desta, encontramos novamente a porta da igreja. 




 Mais sobre arquitetura histórica de Botucatu 
Bibliografia
Freyre, Gilberto. Ordem e Progresso. Rio de Janeiro: José Olympio, 1959
Mallon, Brenda. Símbolos Místicos. São Paulo: Larousse, 2009.
Figueiroa, João Carlos e outros autores. Botucatu: História de Uma Cidade. Botucatu: Igraul, 2004. 

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Informações interessantes para professores que possuem acúmulo de cargo


    Em períodos de Planejamento e de Replanejamento Escolar, os professores(as) que possuem acúmulo de cargo na rede estadual são convocados para 8 horas de trabalho junto a equipe gestora, mas como acumulam cargo com outras escolas estaduais, municipais ou técnicas, questionam sobre o fato do não comparecimento, devido responsabilidades do outro cargo. Dessa maneira, após eu  receber muitas reclamações dos colegas e também possuir acúmulo de cargo, resolvi pedir orientações ao departamento jurídico da UDEMO, que prontamente me ofereceram a seguinte resposta, que compartilho com os colegas de trabalho:
Depto de Legislação – UDEMO CENTRAL


 O acúmulo de cargos é uma situação excepcional, a regra geral é a proibição de acumular. ( art 37 da CF/88 - inc XVI e XVII). Somente se os cargos forem acumuláveis e os horários/jornadas compatíveis,  o ato será publicado como "acumulação legal". Tal publicação deve ser feita sempre que a fonte pagadora for pública, mesmo que o servidor seja celetista.

. O acúmulo é permitido desde que possam ser cumpridas as atribuições dos dois cargos. E não se restringem à sala de aula. Vide o Estatuto do magistério (LC 444/85 ). O professor que não comparecer às convocações fica com falta e é competência do superior imediato abonar, justificar ou injustificar as faltas.O direito de acumular cargos , não lhes dá o direito de usufruir um benefício de um cargo para o outro (art. 84, § único do E.F.P.).
         Assim, de acordo com a legislação, o funcionário/servidor que acumula cargo/função, deverá observar a compatibilidade de horários, devendo arcar com as consequências advindas das ausências e não cumprimentointegral das atividades de cada um dos cargos/funções, não podendo, sob alegação de estar a serviço de um deles, eximir-se de cumprir o exercício do outro, uma vez que acumular cargos é opção do servidor .
            O fundamento legal para consignar as faltas (hora/dia) pelo não comparecimento (total ou parcial) está no artigo 11 doDecreto nº 39.931, de 30/01/95 que diz o seguinte:"O não comparecimento do docente  nos dias de convocação para participar de reuniões pedagógicas, de conselho de classe ou de escola, para atender pais, alunos e à comunidade, acarretará em "falta-aula" ou "falta-dia", conforme o caso, observado o total das horas de duração dos eventos e a tabela em anexo".


17. CONVOCAÇÃO



Independentemente de o acúmulo ser caracterizado legal, há que se observar que, quando convocado, o professor, em determinado cargo ou função, ficará o mesmo dispensado do ponto somente no referido cargo/função em que se der a convocação, não podendo, sob alegação de estar a serviço de um deles, eximir-se de cumprir o exercício do outro, uma vez que acumular cargos é opção do servidor.


                Existe o Manual de acúmulo de cargos, caso alguém necessite da leitura na íntegra, Para acessar, digite no GOOGLE  "acúmulo de cargo e função orientação de 2008" vai surgir o manual em PDF. 


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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O trabalho de ensinar em uma sociedade do conhecimento


“Você tem que ouvir o rio se quiser apanhar um peixe” (Andy Hargreaves)

     De acordo com Hargreaves, atualmente os professores necessitam entender a sociedade do conhecimento em que os alunos vivem para prepará-los nesta direção. Se os que ensinam não compreendem essa sociedade, logo terão dificuldades para orientá-los.

    Os professores devem conhecer para atuar junto as novas formas de interações dos alunos com o mundo e orientá-los quanto aos perigos da aceitação pública nos interesses de grandes corporações que investem na economia do conhecimento.
    A educação deve desenvolver a promoção de simpatia e também de cuidados dos alunos em relação a outras culturas que trabalham na construção de identidades cosmopolitanas e multiculturais. Este desafio encontra se do lado oposto aos professores na sociedade do conhecimento atual e representa as implicações deste mutante trabalho que é o de ensinar.
    Segundo Heargreaves, a sociedade do conhecimento é realmente a sociedade aprendente, pois a sociedade do conhecimento processa conhecimento e informação num caminho que maximiza aprendizagem, estimulando ingenuidade e invenção ao desenvolver a capacidade para iniciarmos e superarmos com mudança.
    Na economia do conhecimento tempo e prosperidade dependem da capacidade da pessoa em inventar e de ser esperta (no Brasil conhecemos como passar a perna) em outros competidores para sintonizar desejos com demandas do mercado consumidor e para mudança de emprego ou desenvolvimento de novas habilidades na economia flutuante que requer retratações constantes.
     Na economia do conhecimento, estas capacidades não são somente propriedade dos indivíduos, mas também das organizações, entre elas, as instituições de ensino. As organizações da sociedade do conhecimento constroem suas capacidades para compartilhar, criar e aplicar os novos conhecimentos o tempo todo. Eles criam aprendizagens mutuas que conduzem e lideram inovações contínuas, e essas, tendem a serem informais, desorganizadas, imprevistas e afortunadas.

Fonte: Hargreaves. A. Teaching in the Knowledge Society. New York: Teacher College Press and Buckingham: Open University Press. 

domingo, 18 de agosto de 2013

Cultura democrática na escola participativa

 II Seminário Internacional de intercâmbio entre gestores paulistas e americanos em Serra Negra SP nos dias 14, 15 e 16 de agosto. Os slides abaixo foram apresentados pela Principal americana Suzanne Roy, sobre Gestão Participativa, no caso ela enfatizou a liderança na era da informação.


      A cultura da organização democrática na escola


   Conceitos como respeito mútuo, pertencer, significar, assumir riscos, erros como oportunidades para aprender e abertura para novas ideias foram lembrados no discurso. 

 A liderança não é uma pessoa, mas um processo no qual todos devem contribuir.



 O diretor como um aprendiz. 


    O centro de todas as decisões também se torna o lugar onde estudantes e adultos aprendem;
    Reconhecer muito mais a necessidade de uma intensiva aprendizagem aos profissionais com uma contínua cultura deliberativa;
   A mudança é eixo que guia o professor e o aprendizado. Ela se torna administradora da aprendizagem; 


 Cultura organizacional

   Numa escola onde existe uma cultura profissional positiva com normas, valores, e esforços progressivos, provavelmente também irá reforçar uma forte missão educacional. 


Impactos da cultura organizacional

A cultura é o elemento chave e determinante do provável progresso. 


Colaboração numa cultura democrática


Processo direcionado com uma meta;
Participantes dispostos a trabalhar fora  de suas funções definidas;
Participantes que não tenham problemas em fazer faxina ou limpeza para permanecerem focados com outros; 


 Responsabilidade mútua para relacionamentos.

Como cada experiência pessoal se comunica com a outra?
Como cada pessoa relata a organização?
Como cada pessoa se sente sobre seu envolvimento e contribuição? 



Tomada de decisão numa cultura democrática
Como muito investidores experientes necessitam serem envolvidos, então eles podem se confidenciarem em implementação sustentada da decisão?
Como não consumir muito tempo numa decisão?
Qual é a importância desta questão?

Liderança democrática inspira cooperação, conexão e independência.  

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Planejamento Participativo segundo o pensamento habermasiano

Elza Maria  Fonseca  Falkembach  in  Ilma P. Alencastro Veiga (org.) Projeto Político Pedagógico da Escola 

1      -  Manter o fazer  educativo  respaldado por uma atitude  reflexiva permanente;
2     - Põe nas mãos da educação  a possibilidade de viver utopias no curto prazo;
3  -  Criar e recriar instrumentos que viabilizem a convergência  entre o refletir e o agir conscientes;
4     - Fazer do espaço educativo um lugar privilegiado de aprendizagem;
5     - Lugar que possibilite aos sujeitos da educação  uma nova relação com o conhecimento;
6     - Relação em que a busca de aprender se transforma numa atitude prático-reflexiva que leva , portanto a construir  conhecimento;
7     - Ser capaz de facilitar a convergência entre o refletir e o agir , no espaço escolar;
8   -   Implementar intervenções coletivas sobre o social refletidas e conscientes;
9  -    Imprimir conseqüências sobre outros ambientes e âmbitos do social, além das mudanças que venha a implementar sobre seu objeto singular de atuação;
10 -   Fazer intervenções democraticamente planejadas , com sustentação teórica para serem suficientemente incisivas e com clareza política que permita o avançar e o retroceder quando necessário;
11 -   Reflexões que permitam os participantes  a dar saltos reflexivos de superação no processo do conhecimento e no âmbito da realidade em que vivem;;
12   Provocar reflexões em torno dos elementos e das relações que compõem o núcleo revelador da totalidade do social;
13   Contribuir para que os integrantes do processo participativo superem relações moralistas e ideologizadas com a problemática de sua comunidade;
14  Avançar no sentido da maturação dos indivíduos  e de seus processos organizativos bem como no sentido de recuperar e construir identidades;
15  Ser capaz de facilitar a convergência entre o refletir e o agir de indivíduos  e grupos sobre um objeto, somos levados a identificar seus integrantes  como sujeitos em construção;
16   Ter a pretensão de que planejamento participativo seja uma ação formadora de sujeitos imbuídos do propósito de democratização;
17   Deve mobilizar sujeitos vinculados a processos de socialização  em desenvolvimento  no micro avanço da comunidade escolar; no bairro, na escola; na família, especialmente;
18    A ação prático-reflexiva deve engendrar e desenvolver  grande capacidade de sensibilização de suas consciências e potencializar a coesão dos grupos;
19   Deve provocar a comunicação , como diálogo de diversos , entre integrantes do processo;
20   O Planejamento Participativo deve se guiar pelo foco da reflexão, levantando informações sobre a rede de processos, relações e representações que constituem esse objeto;
21   Deve levar as últimas conseqüências a oportunidade de vivência da democracia, ou seja, produzir conhecimento coletivamente e criar opções para decisões coletivas;
22   O diálogo de diversos deve ser pautado pela utopia de “engordar” os homens de humanidade, sem removê-los do seu “aqui e agora”, singular;
23    O homem novo que deve emergir dessa prática reflexiva é aquele que aprende  com sua relação com o social e acumula coragem, com seus pares para enfrentar  o sentido das águas  da enxurrada de seu tempo;
24   O reconhecimento dos problemas e recursos deve se fazer com base  em representações que os diversos sujeitos e seus diagnósticos   aglutinados constroem  sobre os mesmos;
25    As representações dos diversos, acreditamos ser o caminho precioso para chegarmos à expressão dos valores e traços fundamentais da cultura, da comunidade, elementos  indispensáveis  para dar a base e legitimidade ao plano  resultante do processo de planejamento participativo;
26    Os elementos dos processos sociais dominantes ; processos, estes,  que ligam  o cotidiano  às suas raízes  históricas e, ao mesmo  tempo, apontam para o futuro;
27   Fazer do planejamento participativo um instrumento estratégico, de transformação do social;
28   Os educadores, os educandos , pais e mães formam  a síntese do poder para criar  do ser solidário os agentes da democracia e da possibilidade da liberdade. . 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Gestão Escolar: uma construção sistêmica




Prof. Joaquim Luiz Nogueira 

       A gestão escolar envolve dois pontos de vistas, sendo um deles a visão macro, esta verifica os resultados obtidos pelos alunos nas avaliações externas, assim como, os pontos fracos apontados por estas provas. Do outro lado, temos o ponto de vista micro e este, tem início com a matrícula da criança ou adolescente, quando por diversas razões, que pode ser de promoção, transferência ou até a opção pela instituição, termina por pertencer a uma determinada turma.
      No campo do macro, cabe a escola analisar os resultados dos alunos e ao mesmo tempo, buscar parcerias com outros especialistas para trabalhar com aqueles que não conseguiram atingir índices satisfatórios, isto é, psicólogos, psicanalistas, psiquiatras, neurologistas, fonoaudiólogos, assistentes sociais, conselheiros, promotores, entre outros.
    Do ponto de vista denominado micro, assim que o aluno faz sua matricula, a gestão deve buscar neste momento, algumas informações importantes, sendo elas: saber se a idade está apropriada para aquela série ou ano e averiguar se a criança se encontra em condições de acompanhar o currículo daquele segmento. Em caso destas questões apresentarem respostas negativas, buscar junto a família documentos médicos ou psicológicos que possam apontar caminhos ou explicar a defasagem do aluno.
    Neste sentido, quanto mais cedo é diagnosticado a problemática que envolve determinado aluno, mais breve também será planejado as mudanças metodológicas as suas necessidades, isto é, a partir de uma didática apropriada as suas dificuldades. Se a escola conseguir fazer isto no início do ano letivo, possivelmente facilitará o acompanhamento deste aluno nos meses seguintes, pois quando conhecemos melhor o aluno, temos condições de formular ações mais adequadas ao seu processo de aprendizagem.  
   E para concluirmos dentro de uma construção sistêmica, a visão macro serve para a gestão analisar a aprendizagem da escola em relação de Município, Estado e até outros países. Já do ponto de vista micro, o gestor pode analisar o percentual de aproveitamento de cada turma
    Deste modo, vamos analisar como ambas visões  podem ajudar, isto é, ao tratarmos dos problemas de aprendizagem da escola, devemos cruzar as informações oferecidas por aqueles especialistas externos, cobrando novos relatórios dessas parcerias. E no âmbito interno, os diagnósticos iniciados com as matrículas ou aqueles do primeiro mês de aula devem servir como elementos norteadores do processo de aprendizagem, que no caso de 9º anos e 3ª séries, os diagnósticos dos anos anteriores devem orientar a continuidades dos estudos destes alunos.


    

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Empreendedorismo nas escolas: uma proposta de estudo

 EMPREENDEDORISMO NAS ESCOLAS: FUNDAMENTOS METODOLÓGICOS PARA EDUCADORES.
Prof. Roberto Augusto dos Santos  



 Em 24 de Julho de 2013, participei juntamente com outros educadores de Botucatu e região da palestra do Professor Roberto Augusto dos Santos, promovida pelo SEBRAE, cujo tema foi: O empreendedorismo nas escolas: fundamentos metodológicos para educadores. O Prof. Roberto Augusto deu início ao encontro sugerindo que cada participante fizesse uma apresentação pessoal e depois falassem sobre suas expectativas em relação ao tema.  
      Além de oferecer a possibilidade para que cada um dos profissionais presentes no local pudesse falar de suas necessidades profissionais e cotidianas, O Prof. Roberto Augusto, também enfatizou sobre as expectativas e as metas como elementos norteadores que direcionam o agir das pessoas.
        Neste sentido os participantes se dividiram em dois grupos para apresentarem algumas características comportamentais de uma pessoa empreendedora, veja imagem abaixo:


     Essas características são muito bem vindas em alunos e também para os professores, pois aqueles que usam em sala de aula a criatividade ou possuem sonhos de provocarem mudanças na realidade de seus alunos a partir de suas aulas, assim como, os que buscam novas possibilidades de aperfeiçoamento da profissão para o atendimento de jovens e adolescentes. Além disso, empregam de persistência e inovação ao procurarem aprimoramentos contínuos no planejamento das aulas.
     Vejamos abaixo mais alguns comportamentos de uma pessoa empreendedora citados pelo grupo II: 


      E mais uma vez reconheço algumas características dessas em alunos e colegas professores, que devido à forma como agem no cotidiano se destacam da maioria. Essas pessoas conseguem visualizar realidades de forma sistêmica, pois conhecem muito bem o ambiente, e, portanto, são capazes de traçarem ações onde todos terminam se envolvendo.   
    O empreendedorismo nas escolas é algo inovador e necessário e tivemos oportunidade de ouvirmos experiências de participantes que já desenvolvem em suas realidades de Ensino Fundamental (ciclo I) cuja grade curricular, por ser de tempo integral, já trabalha desde a idade de  6 anos o comportamento empreendedor. 
    Aqui em Botucatu, segundo o Sr. Márcio Gonçalves Campos, assessor de desenvolvimento do município e também presente conosco nesta manhã, a iniciativa empreendedora também está se iniciando neste ano letivo de 2013 em uma escola Municipal do Ens. Fundamental (ciclo I) “Paulo Guimarães”.
   O empreendedorismo na escola de Ensino Fundamental II (6º ao 9º anos) e Ensino Médio, talvez, deveríamos pensar numa possibilidade futura de uma escola que pudesse mesclar aprendizagem de conteúdos da grade curricular existente com a introdução desses adolescentes no mundo do trabalho, algo semelhante ao projeto “menor aprendiz” que já existe, mas dentro do espaço escolar com ampliação do tempo na escola.      
     E isso implicaria em adequações e aprimoramentos da rede física para construção de oficinas, cujo resultado seria o aprendizado e a profissionalização dos adolescentes e jovens em pintores, eletricistas, web designer, técnicos eletrônicos etc. E desde o início, esses alunos teriam como  incentivo certa renumeração  para não caírem na tentação das ruas.. 
Joaquim Luiz Nogueira

terça-feira, 9 de julho de 2013

Serra do Salitre: uma região encantadora de Minas Gerais

A paisagem abaixo com uma árvore sobre uma estrada cria um certo encanto sobre o fundo deslumbrante do céu azulado de uma manhã de inverno. E como um portal para a liberdade, que ao cruzarmos essa pitoresca porta, temos a sensação de uma outra dimensão.
Obs. Clique na imagem para ampliar, caso deseje ver apenas as fotos. 








O carcará parece uma majestade ao voar sobre a pequena estrada e neste dia estava preocupado com a tarefa de fabricar seu ninho e fazia vários voos entre a vegetação rasteira e a copa de uma árvore. Sua elegância de tamanho, cores e envergadura das asas quebrava o silêncio da caminhada deste aventureiro.



E por falar em trabalho, próximo a este local um trabalho em equipe cruzou meu caminho. Eram vários pássaros pretos de peito amarelo, que de modo organizado atravessaram a estrada carregando matéria prima para fabricação do ninho. E ainda pela manhã, o sol e a sombra também dividia a estrada criando uma magia que misturava ao canto dessas aves. 


Enquanto o grupo da estrada trabalhava, a vigilância vinha da cerca onde outros da mesma espécie alertava para a chegada de ameaças e ao mesmo tempo cantavam para estimular a equipe.


Uma região de muito trabalho, mas com moradias simples e hospitaleiras se destaca no solo do cerrado com suas tonalidades entre à areia branca, amarela e a vermelha, que o pássaro joão de barro parece escolher as cores que desejam para  fabricar suas casas.



Entre outros encantos desta região, encontrei muitos canários com suas cores características, cujas manhas pousavam sobre os fios da rede elétrica para dar boas vindas aos primeiros raios de sol e ao mesmo tempo mostrar toda a sua elegância.


Um pouco distante, outra ave mostrava alegria  com sua penas longas de rabo de tesoura e de cores diversas, parecia comemorar algo desconhecido a natureza humana, talvez a brevidade da estação do inverno. 









Sobre outro pequeno galho, esse pássaro de bico forte e de cor contrastante com a parte escura de sua cabeça, também observa atentamente o ambiente enquanto se aquece ao sol da manhã. 


O carcará um pouco mais longe e sobre uma árvore típica do cerrado de frutos cuja utilidade e o nome  eu desconheço, observa atentamente minha presença, já que seu café da manhã o aguardava no imenso terreiro  de café recém chegado da lavoura.


No mesmo espaço já estava o sabiá do abacateiro coletando sua primeira refeição diária.


O  bentevi também observa pousado em uma saca de café.


O tico-tico aguarda sua vez para participar da festa no terreiro de café.

As seriemas também se aproximam do terreiro de café logo pela manhã. 

As frutas da estação se oferecem  a visão de pássaros e pessoas.


Essa espécie de macaco descansa sobre o galho das árvores bem próximo das residências, pois aprenderam a tirar proveito de toda oportunidade para se alimentarem.


A região possui várias fontes econômicas, entre elas as atividades da pecuária e do café. Na imagem abaixo sobre a paisagem temos a sensação que estamos em Pandora do filme Avatar, pois a máquina que faz a colheita possui um tamanho que se sobressai sobre a lavoura. 


Os terreiros de secar o café são parecidos com campo de futebol, algo impressionante.


Uma máquina conhecida na região como sugadora de café do chão e que faz muito pó é a responsável por juntar todo grão do produto que caiu no solo, separar das impurezas e depositar somente o café em um reservatório apropriado.


Neste sentido, os cafezais são cultivados de maneira que facilite a colheita por máquinas como estas exibidas acima. 

E para  terminar essa aventura em terras mineiras, uma tarde no silêncio da lagoa foi a ioga perfeita para relaxar. 


Agradeço a hospitalidade deste povo que me receberam como turista aventureiro, principalmente ao meu irmão Francisco Ramos Nogueira, sua família e vizinhos. 

Máquina  de colher café

Som das águas 


Canto de pássaro preto.

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