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sábado, 16 de março de 2013

Raul Torres, Botucatu e a música caipira


   Numa  praça de Botucatu  encontramos uma escultura que chama atenção a todos que por ali passam, mesmo que não conheçam o homenageado, não há como ignorar o instrumento musical que ele segura nos braços. Mas para aqueles que admiram a música caipira, não tem como não deixar de pensar em algumas músicas cantadas com tanta emoção por esse grande intérprete da alma caipira. 

Para quem não conhece, veja abaixo algumas delas no endereço eletrônico abaixo:
Aqui tem como ouvir cada uma delas




Parte de sua Bibliografia pode ser encontrada nesse endereço abaixo:

sábado, 9 de março de 2013

Arquitetura histórica do estilo Neocolonial ou das missões em Botucatu sp

O estilo Neocolonial, muito comum nas cidades brasileiras na primeira metade do século XX, tinha como uma das características principais a torre, que em algumas construções ganhava adereços da Art Nouveau. Veja abaixo algumas construções desse estilo em Botucatu sp, assim como,  outros exemplares dessa arquitetura  nas  Cidades Vizinhas e São Paulo.




A casa  conserva traços da Arquitetura Neocolonial em sua fachada

O telhado conserva características Neocolonial
Centro de Botucatu sp
Veja o estilo  do telhado, estilo  Neocolonial
Centro de Botucatu sp

Outro prédio com característica da Arquitetura Neocolonial.
Centro de Botucatu sp
Centro de São Manoel sp 




A sala de aula e a Ilha das Flores.


                                         Joaquim Luiz Nogueira 


        Ao entrarmos numa sala de aula, localizada em uma cidade qualquer deste pais chamado Brasil, iremos encontrar ali um profissional chamado professor ou professora, essa profissão se distingue de outras pelas exigências cobradas a esse cidadão ou cidadã.
    O ser humano se distingue dos outros animais por ter um telencéfalo altamente desenvolvido e por ter um polegar opositor. Portanto, o professor por ter telencéfalo  desenvolvido e polegar opositor , logo é um ser humano e  lhe é atribuído  várias funções, entre elas, ensinar.
    Para facilitar a troca entre o trabalho do professor e o ensino de qualidade, os seres humanos criaram a sala de aula. Nos contornos das salas de aulas existem vários adolescentes bípedes  que frequentam a área, alguns excelentes e outros não estudam, mas fazem atos inflacionais sem a permissão da família.
    A família é a comunidade, segundo o filme, é formada por um homem e uma mulher, unidos por laços matrimoniais ou não  e os filhos, frutos desse relacionamento tornam-se alunos.  Alguns alunos são aqueles que não frequentam a escola particular, nem a escola técnica, nem pode ficar em casa e muito menos nas ruas, pois possuem  todo o direito de se matricular na escola.

    Escola é uma instituição criada pela sociedade para oferecer oportunidade a todos àqueles que desejam estudar e acolhe todos os dias milhares de pessoas em busca de direitos, entre eles, alunos com extremas carências, que junto a outros, formam a sala de aula. 

    Sala de aula, geralmente falando, é um lugar afastado da Direção, da secretaria e do portão de saída e ali se concentra os alunos que são vigiados pelos professores para que não possam sair a todo o momento e outros não tenham como entrar.

    Os alunos se dividem entre os que vêm para estudar e outros que chegam para brigar, ofender, destruir, Esses não podem ficar em casa, muito menos na rua e não tem a pretensão de estudar, terminam por se juntarem a outros com as mesmas afinidades na sala de aula.

     Os professores separam os materiais didáticos e metodologias que acham adequadas aos alunos. Elementos que julgam importante para o futuro dos mesmos: livros, apostilas, filmes e provas. Provas são avaliações que o professor aplica a todos os estudantes com a intenção de averiguar o grau da aprendizagem..

      Recordar é viver, os alunos que entraram na escola porque não podem ficar em casa, nem na rua. Não tem intenção de estudar, porém gostam de brigar, destruir, falar mal, desacatar e com telencéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor, apresentam estruturas familiares frágeis, estão na sala de aula e o que é pior, são muitos.

    Por serem muitos, eles são organizadas todos juntos na sala de aula para que o professor possa fazer um trabalho diferenciado, separando os mesmos em grupo, esperando que eles possam aprender com os outros que já sabem, mesmo  com o risco dos bons alunos aprenderem aquilo que o professor não julga como comportamento adequado naqueles com extremas dificuldades na aula.

   Aula é o espaço de tempo de uma hora relógio com tempo para os professores se locomoverem entre uma sala e outra e ensinarem os alunos a ler, escrever, interpretar, entre outras coisas, atuar no mundo do trabalho. O mundo do trabalho exige dos seres humanos a capacidade de ler e escrever, disciplina, disposição, vontade, educação, respeito, entre muitas outras exigências

     Concluindo, o que coloca o professor em sala de aula em situação de extrema preocupação, é a quantidade de alunos defasados em idade, ano, série e aprendizagem, que sem ter muitas opções, mas  necessitando trabalhar para sustentar o seu compromisso como cidadão, transforma suas noites e fim de semana em pesadelos, cujas doenças como gastrites, depressão, pânico entre outras, retiram deles o prazer de trabalhar.

domingo, 3 de março de 2013

Pardinho, traços históricos da arquitetura e uma natureza deslumbrante


Joaquim Luiz Nogueira 

      Na rua em frente  a Igreja, temos uma fachada maravilhosa de uma construção de 1922. 



     A fachada com dois leões, sendo o da direita olhando para o que está na esquerda, e esse,  volta o olhar para o pedestre que passa na calçada. O arranjo com leões na fachada, muito comum nos palacetes do final do século XIX e início do século XX, uma tradição com raízes na Mesopotâmia  Antiga, que trazia na entrada dos palácios, imagens aladas de animais, cuja função era guardar e proteger as pessoas que moravam na residência.




    A fachada da casa faz questão de registrar  o ano de 1922 ao lado de um símbolo formado por dois arcos, que tem no centro uma forma redonda, cortada por uma faixa , semelhante aquela da bandeira brasileira, onde se lê ordem e progresso. Do lado direito, temos as letras “JR” iniciais de alguma família da época e abraçando todo esse conjunto, um ramo com folhas que termina fechando com o grande arco  da fachada. 
   

    Abaixo, a Igreja de Pardinho e sua arquitetura histórica do início do século XX, com janelas e portas no estilo gótico, tendo o arco como ênfase acima das mesmas, principalmente na torre. A fachada de pequenas colunas de formato quadrado no alto e nas laterais pertencem ao estilo eclético da época, que mesclava traços antigos com a linha reta moderna, floreada com Art Deco  e Arte Nouveau .



Em frente à Igreja, outro prédio histórico se destaca pela sua fachada  eclética com o ano de 1922 registrado no centro, ao lado de duas conchas, seguida pelas iniciais de letras “P.S”. “GLM”





    Andando um pouco até o final da cidade, a visão do gigante adormecido se deslumbra diante de nossa visão, uma cadeia de montanha, que com um pouco de imaginação, pode se ver o gigante   deitado entre o céu e o vale que o antecede.  


  Aos pés do gigante, podemos ver o formato conhecido na região como “três pedras” A beleza dessa imagem encanta aqueles que observam de longa distância, pois evoca a imaginação pelo formato desenhado pela natureza ao longo de milhares de anos. 



Vista da cidade de Pardinho para quem chega vindo da cidade de Botucatu. 








sábado, 16 de fevereiro de 2013

A fragilidade do solo amazônico e a diversidade

Joaquim Luiz Nogueira  

     Em Janeiro de 2013, passando parte de meus dias de férias na região amazônica brasileira, tive oportunidade de verificar aquilo que já teria visto e ouvido na televisão, mas ver essa natureza de perto, foi algo, inédito.
   Próximo dessa escavação, um tronco majestoso de uma árvore centenária estava deitado sobre o solo. Aquela cena me fez pensar  como que aqueles três palmos de terra fértil pode sustentar tamanho arbusto por tantos anos.
               

Não é necessário ser uma grande especialista para concluir que essa árvore pertenceu a um ambiente, que por centenas de anos, contava com uma ajuda extra de muitas folhas e ramos que se encarregavam da cobertura e a umidade de suas raízes. Outro fator dessa região é a chuva.



      E por falar em chuva, também tive a oportunidade de presenciar uma pequena amostra da força dessas águas, veja a imagem acima. Neste sentido, toda árvore que fica sem proteção, seja da vegetação alta ou da cobertura do solo, torna-se vítima das tempestades e ventos comuns na região amazônica. 
     Logo abaixo, outra novidade que encontrei na região, uma espécie de coqueiro, cujos frutos, os caboclos os chamam de bocaiúvas. Trata-se de uma fruta de gosto exótico, mas as crianças nascidas nessas terras adoram e chegam a dizer que é o chiclete da Amazônia


    Também encontrei outra forma de fruto de coqueiros na região, mas que, nem pude descobrir seu verdadeiro nome, apesar de chamar atenção pela beleza, ao ser quebrado ainda verde, a água de seu interior possui um teor de sal, que para tomá-lo, o caboclo tem de estar com muita sede. Com ajuda de um facão. Consegui quebrar alguns deles que já estavam secos pelo chão, então encontrei uma camada branca, semelhante ao famoso “coco da Bahia” mas com uma espessura tão pequena, que não compensava o trabalho para retirá-la. (veja imagem abaixo. 

              



domingo, 3 de fevereiro de 2013

O Olhar de um historiador na Avenida Pompéia em São Paulo: 30º Saída Fotocultura Pompéia

Joaquim Luiz Nogueira

    Ao passarmos pela Avenida Pompéia em São Paulo, essa construção se destaca pela semelhança as obras magníficas da Mesopotâmia Antiga, pois, olhando da calçada, lembra os zigurates e os jardins suspensos mesopotâmicos. 


  Outra casa que merece destaque ao nosso olhar, retratada logo abaixo, possui uma linha no formato de (  L ) deitado, tendo ao fundo, uma gigante antena de comunicação.

 
  



   Prosseguindo na Avenida Pompéia nos deparamos com antigos casarões ou palacetes, cuja arquitetura, pode incluir desde a coluna neoclássica, janelas e  portas em arco romano,  traços renascentistas até os floreados da Art Nouveau.




     As janelas em arco romano, colunas gregas em Estilo Dórico e abaixo delas um conjunto de florais da Art Nouveau, cujo centro, temos o formato de um coração, fechado na extremidade inferior e no alto uma concha, símbolo preferido desta arte nas fachadas, fecha o desenho, juntamente com pequenas rosetas, rodeadas por ramos curvilíneos.  
  


      Em umas das esquinas, encontramos uma bela arquitetura de janelas grandes, muito comum nas construções neoclássicas do início do século XX no Brasil, mas o que se destaca mesmo são os símbolos de Art Nouveau, logo abaixo do telhado.


       Veja o detalhe na imagem abaixo, temos um símbolo de (M) sobreposto com duas letras no centro, cercado por uma forma floral Art Nouveau, com uma concha abaixo e outra no topo, sendo o conjunto envolvido por uma guirlanda de rosetas. A guirlanda também era um elemento muito usado nas fachadas das casas e túmulos nas construções  do final do século XIX e início do século XX no Brasil.



      Logo abaixo, podemos ver de frente a guirlanda, que na foto de cima, aparece claramente, mas olhando na posição frontal, vimos apenas as rosetas sustentadas por galhos, destacando entre eles uma espécie de  “brasão familiar” . Segundo algumas lendas da época da deusa da vegetação, da mesma linha da coroa de folhas de louros da Grécia Antiga,  a guirlanda era uma espécie de portal, que colocada  na entrada de uma casa, oferecia a eternidade aos seus moradores.




     E ainda na Avenida Pompéia, uma imagem que de longe chama atenção do pedestre, uma cúpula se destaca em meio aos edifícios da segunda metade do século XX, destinados a moradias e escritórios da grande metrópole, que nos anos 20, quando a Igreja surgia, ela predominava certamente neste cenário com sua arquitetura de traços jesuíticos e janelas no formato de rosáceas.

    No farol da Avenida Pompéia, o sinal vermelho alerta o pedestre e o motorista para a beleza da arquitetura eclética da fachada dessa Igreja, que concentra uma riqueza de detalhes artísticos, históricos e simbólicos, cujos mais significativos destaco logo a seguir:


     No alto, temos a imagem da Santa que dá nome a Igreja, com seu manto azul e veste branca, contrastando com as cores do céu e sob uma coluna de estilo  grego jônico, sustentada pelo arco romano, símbolo de força e poder. Mais abaixo, outro friso  e ancorado por quatro colunas no modelo citado acima e entre elas, a grande roseta. Muito comum nas catedrais europeias  cujo significado, não tratará aqui, mas trata-se de um símbolo usado desde a época dos Faraós do Egito.



    Abaixo da Roseta central da fachada, temos uma espécie de ângulo (cunheira), cortado em linha reta na parte inferior, traço arquitetônico usado as vezes para definir algumas construções jesuíticas pela simplicidade e outras pela racionalidade moderna do começo do século XX. Mas o que chama atenção é o símbolo situado no centro deste formato. Ali temos outro triângulo com o desenho de olho em seu interior. Veja abaixo:


   Este símbolo que as vezes é chamado de  “olho que tudo vê” encontramos também em outras Igrejas, entre elas, podemos citar a Catedral do Olho da Providência, localizada na Argentina, veja imagem abaixo, embora o olho desenhado é usado desde o Egito Antigo e em cada época, teve seu significado, mas não cabe a discussão nesse momento.

      E para terminar o passeio na Av. Pompéia, a imagem deslumbrante de dois edifícios, que mesmo diferentes, parecem representarem a ideia dos anos 30, quando eram conhecidos como Arranhas Céus.












domingo, 20 de janeiro de 2013

Análise do Filme Abutres tem fome – Clint Eastwood





Joaquim Luiz Nogueira

     O filme tem início com imagens  maravilhosas  das  montanhas, vegetação  de  cactos  e caminhos estreitos, sendo os personagens observados  por leões da  montanha, aracnídeos e urubus que sobrevoam as montanhas.  As primeiras cenas apropriam-se da linguagem contextual do deserto, isto é,  abutres e pessoas  com  fome.
    O mocinho do filme, que salva a mocinha em apuros, fica surpreso quando ela surge vestida como freira e pede para que o mesmo faça o enterro dos bandidos. Ele olha para o céu e diz para a suposta religiosa: os abutres são criaturas de Deus? Sim! Responde a moça. Então, eles também precisam de comida.
     O herói continua a pregar a sua filosofia para a religiosa quando ela tenta convencê-lo a lutar em nome de uma causa:  Não tenho nenhum interesse  por   causas .A  única coisa que me interessa agora  é dinheiro.
     Mas, logo em seguida, o mocinho cita mais algumas filosofias interessantes:
“Todo mundo faz papel de palhaço um dia” . “Tudo é um acidente e  a vida está cheio deles”,
   E a falsa religiosa após enganar o mocinho com sua vestimenta, também usa de frases interessantes: “Odiar o mal não é pecado”. “Numa emergência, a Igreja dispensa as desculpas”.
      Concluindo, os abutres tem fome de dinheiro e de sexo, além de comida e  Whisky . Esses foram os valores principais do filme, exceto no início, cujas primeiras cenas, os expectadores são levados pelo título do filme e por um belo cenário escolhido. É lamentável que ao longo do enredo, perde-se a qualidade inspiradora, terminando apenas com a violência da batalha.




sábado, 19 de janeiro de 2013

Gangnam Style e o mundo do século XXI


Joaquim Luiz Nogueira

       O mundo do século XXI, é interrogado por  Slavoj Zizek como o século do sujeito pós- traumático, desengajado e sobrevivente de contextos de extrema violência:

Se o século XX foi o século freudiano, o século da libido, de modo que esses piores pesadelos foram incorporados como vissitudes  (sadomasoquistas) da libido, o século XXI não será  o século do sujeito pós- traumático, desengajado, cuja primeira imagem emblemática, a do muselmann  dos campos de concentração, multiplica-se na forma de refugiados, vítimas de terrorismo, sobreviventes de catástrofes naturais ou da violência familiar ? A característica comum a todas essas figuras é que a causa da catástrofe permanece sem significado libidinal, resiste a qualquer interpretação (ZIZEK, 2012, p. 202)

      Trata-se de um século, cujos benefícios do capital proporcionaram o máximo de vida luxuosa a uma parcela da população das grandes metrópoles. Esta é uma das primeiras cenas imitadas  no vídeo de Gangnam Style.



       No mundo do século XXI, segundo Zizek, temos fortes interferências, e essas, muito próximas da natureza selvagem e que não podemos interpretá-las:  “No caso dessas intromissões do real nu e cru  “toda hermenêutica é impossível” (...) não pode ser interpretado (ZIZEK, 2012 p.202) Vejamos uma segunda cena  do vídeo de Gangnam Style, que mostra os animais inspiradores de sua dança. .


    A mescla entre os passos de cavalos e o estilo de vida tecnológico e luxuosos das academias de danças modernas, trama movimentos, cujos gestos,  não fazem muito sentido, mas contagia o público ao misturar o andar dos cavalos ao fundo do vídeo, a sensualidade do corpo feminino e a ironia do vestuário do cantor que lidera a dança ao apresentar  a elegância aliada a natureza instintiva dos animais. Veja abaixo:




    Em sua dança no vídeo, enquanto  o cantor avança para frente, usando o estilo do cavalo e sob  um fundo urbano com o verde das árvores.  Do outro lado, temos duas mulheres com trajes em cores diferentes, acompanham  a sua dança, mas andam para trás, enquanto, entre eles e os prédios, uma escada mostra seus degraus que avançam  até a altura de suas cabeças.  Veja na cena abaixo:






        O estilo Gangnam  da letra da música citado junto a cena acima, também incorpora o passeio em iates de luxo, mesclado a sonhos infantilizados de barcos no formato de aves e diferentes edifícios ao fundo, sendo sua atitude,  a mistura entre natureza, tecnologia urbana, existência humana e desejos mágicos da infância.



      A cena abaixo exibe um carro de luxo estacionado em uma garagem de muito espaço, mas ocupada apenas por um único veiculo vermelho. A cor forte do mesmo contrasta com o amarelo vibrante da vestimenta da dançarina. A ideia é chamar atenção com ostentação, cuja dança do cavalo, mistura o gesto dos animais a elegância dos poderosos, numa demonstração sem sentido, mas cativante pela exibição que liga dois extremos: artificialidade e natureza bruta. 



   Seu estilo mostra que os poderosos ricos, assim como ele, também usam o banheiro. Assim, a dança com gestos inspirados nos animais, lembra as pessoas que parte delas ainda não resistem a vibração animalesca e como um balbuciar contagiante levou o público de milhões de internautas a dançar. 



     E para levar as pessoas do século XXI, que graças ao avanço da tecnologia e  a violência banalizada pelas mídias  e jogos eletrônicos, pressupondo que uma grande maioria da população mundial,  sejam pessoas pós-traumática, segundo Zizek, para despertá-las, o vídeo utiliza até explosões de bombas, veja abaixo.



     Desse modo, o estilo Gangnam Style, cenas  abaixo,  mostra uma sobreposição  de pessoas, que dançam no rítmo do andar do cavalo, enquanto o outro ser humano, encontra se postado como se fosse o animal. Aqueles que simulam a montaria e o balanço contagiante da cavalgada, exibem  prazer e alegria e, de maneira nenhuma,  retiram  a felicidade daqueles que estão na posição do animal. Eles também dançam e se divertem, independente do lugar que se encontram. 






Fonte:  ZIZEK, Slavoj, Vivendo no Fim do Tempós, São Paulo, Ed. Boitempo, 2012.
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=GyT_KyAqDEc